Quando engravidei, desde o início, tive certeza que era um menino. Queria muito ter um filho, que seria para sempre meu companheirinho lindo. Agradeço a Deus, todos os dias, por ter colocado esse ser humano maravilhoso na minha vida.
Depois que Luquinhas cresceu, por diversas vezes, tive vontade forte de ter uma menininha, mas, não tinha condições financeiras para bancar sozinha mais um filho. Então pensava: vontade, do mesmo jeito que vem, vai. E era isso que acontecia. Me contentava com a tranqüilidade e a liberdade de já ter um filho grande.
Uma vez, essa vontade veio tão forte que cheguei a fazer promessa de que teria minha filha de qualquer maneira. Não consegui cumprir.
Sorry, God.
Quando achei que tinha encontrado um homem para amar e ser amada, descobri que esse homem tinha pavor de, até pensar, na possibilidade de ser pai. E o tempo foi passando e eu cheguei mais perto de não poder ser mãe outra vez.
Para mim, romântica incorrigível, ter um filho de quem se ama é a maior demonstração de amor e companheirismo. É uma ligação para o resto da vida.
O tempo passa rápido, e, hoje, superficialmente, me acostumei com a idéia de que não verei a carinha de minha filhinha, mas, lá por dentro, bem no meu íntimo, tenho uma terrível sensação de derrota.
Ilustração: Pati Woll