sexta-feira, 20 de maio de 2011


“Todas as pessoas do mundo estão erradas e só você está certa??”
Ouvi essa pergunta tantas vezes, mas, tantas vezes, que já perdi a conta. E ouvi também de quem nunca deveria ter ouvido.
E quer saber: “Infelizmente, quase todas as pessoas do mundo estão erradas e eu estou certa mesmo!
“Você é louca!”
“É. Devo ser. E ser louca é ruim??
“Não quero nem saber. Só sei que quero distância.”
“Ok. Nada melhor do que o passar do tempo, para aproximar a minha loucura da sua dor.”

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segunda-feira, 16 de maio de 2011


A paixão por ele começou quando ela estava trêmula de medo e ele segurou na sua mão. Foi assim - como uma flechinha de cupido mesmo. Uma flechinha cheia de entusiasmo e esperança. Ele apertou a mão dela e passou uma segurança que, depois ela soube, ele nunca teve. Mas ela tentou. E esperou. Esperou ele resolver querer. E esperou. Esperou ele querer aceitar que precisava dela. E esperou. Esperou ele ir embora.
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sexta-feira, 13 de maio de 2011



Há muito tempo não via cor no meu rosto.
Hoje fiquei com as bochechas vermelhas, voltei a caminhar.      
Nunca tinha caminhado sozinha. Marquei com uma amiga, mas não encontrei com ela, então, ainda meio despreparada, sem saber onde botar o celular, a chave do carro, o dinheiro da água - coloquei fones no ouvido, selecionei  músicas mais animadas no ipod e comecei a andar lentamente, aumentando o passo a cada volta. A música quase me fez dançar naquela praça e muitas vezes me peguei  balançando o corpo, como se estivesse em uma pista de dança.
Caminhei em ritmo acelerado, parecendo buscar algo.
Andar comigo mesma, me deixou corada e com a cabeça bem mais leve.

Ilustração - Pati Woll

segunda-feira, 9 de maio de 2011


Voltando ao corpo, tão cultuado e tão modificado para que fique em padrões comestíveis, e que é tão sem importância para mim.
O importante para uma “boa refeição” é a intimidade, é a cumplicidade, é a confiança, é o sentir, acima de tudo.
E esse sentir é amor?
Mas algumas muitas pessoas só precisam assistir ao corpo, uma bunda empinada e dura, um peito empinado e duro, uma pele restaurada e bem hidratada.....e lá vem junto ao corpo a palavra que detesto: efêmero.
O amor efêmero pelo corpo é eterno?
E venha cá.........quem bulhufas quer se preocupar com a eternidade hoje em dia?

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sexta-feira, 6 de maio de 2011

SER MÃE


Quando engravidei, desde o início, tive certeza que era um menino. Queria muito ter um filho, que seria para sempre meu companheirinho lindo. Agradeço a Deus, todos os dias, por ter colocado esse ser humano maravilhoso na minha vida.
Depois que Luquinhas cresceu, por diversas vezes, tive vontade forte de ter uma menininha, mas, não tinha condições financeiras para bancar sozinha mais um filho. Então pensava: vontade, do mesmo jeito que vem, vai. E era isso que acontecia. Me contentava com a tranqüilidade e a liberdade de já ter um filho grande.
Uma vez, essa vontade veio tão forte que cheguei a fazer promessa de que teria minha filha de qualquer maneira. Não consegui cumprir.
Sorry, God.
Quando achei que tinha encontrado um homem para amar e ser amada, descobri que esse homem tinha pavor de, até pensar, na possibilidade de ser pai. E o tempo foi passando e eu cheguei mais perto de não poder ser mãe outra vez.
Para mim, romântica incorrigível, ter um filho de quem se ama é a maior demonstração de amor e companheirismo. É uma ligação para o resto da vida.
O tempo passa rápido, e, hoje, superficialmente, me acostumei com a idéia de que não verei a carinha de minha filhinha, mas, lá por dentro, bem no meu íntimo, tenho uma terrível sensação de derrota.


Ilustração: Pati Woll

domingo, 1 de maio de 2011


Hoje, soube que a versão verdadeira da história do príncipe/sapo é bem diferente da que sempre conheci.
Aquela história de que o sapo recebeu um beijo e a partir daí virou um príncipe, não é bem assim.
Não sei como começa, mas depois que o príncipe vira sapo, ele é condenado a ficar ao lado da princesa em todas as suas atividades diárias. Se a princesa vai tomar café, o sapo prontamente se coloca ao lado dela; se a princesa vai ler um livro, o sapo fica ao seu lado; se a princesa vai ao jardim, o sapo vai acompanhando e por aí se vai a história, até que a princesa resolve ir dormir. Entra no quarto, levanta a coberta e quando está deitando na cama, o sapo dá um pulo direto no travesseiro do lado dela. Na mesma hora, ela se levanta e grita para o sapo sair. Ele responde que não vai sair. Ela grita mais alto, mas ele continua no mesmo lugar. Irritada ao extremo, a princesa pega o sapo e o atira contra a parede com muita força. Nessa hora, o sapo vira um príncipe lindo!
Pois é............. existem sapos que só se transformam em príncipes, após uma boa porrada. Beijos não adiantam. Mas, também existem sapos que mesmo com todo beijo ou toda porrada do mundo, nunca deixarão de ser sapos.

sábado, 23 de abril de 2011

Clarice sempre teve medo de que um dia ele fosse embora de sua vida. E um dia ele se foi sem pena.
Ela sempre teve medo de um dia não ter mais ele. E um dia acordou com ele morto.
Ele morreu, mas ainda tinha o corpo vivo. Ela, de tristeza, tinha que matá-lo dentro dela, mas se não conseguia matar nem uma formiga, como mataria aquele amor?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A COMPARSA

Clarice vivia cheia de problemas. Mas Clarice tinha uma amiga que estava sempre disposta a ouvir os seus problemas, principalmente quando o problema era sobre o casamento de Clarice. Sua amiga era casada também, e era tão sábia em seus conselhos, enchia Clarice de razão.
E assim levavam a sua amizade, em função dos eternos problemas no casamento de Clarice, que apesar de todos os conselhos, só fazia piorar.
Muitos anos depois, após juntar fatos e evidências, Clarice teve a revelação que confirmava uma suspeita escondida: o marido de Clarice também escutava os conselhos da amiga de Clarice. A comparsa estava era com ele.
Clarice sabia que eles eram muito parecidos, mas não que eles foram feitos um para o outro. Tinham o mesmo caráter e a mesma especialidade em sujeira. Sabiam como deveriam agir. Tinham na ponta dos atos todas as artimanhas dos falsários que eram – uma espécie de Bonnie e Clyde do amor, não assaltavam juntos, traíam juntos.
O casamento de Clarice acabou, o da amiga não.
Provavelmente o ex-marido de Clarice ainda tenha a comparsa, mas logo-logo ela vai sumir da vida dele, do mesmo jeito que sumiu da vida de Clarice. Perdeu a graça.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Não tolero a palavra: Efêmero.
Eu gosto de rotina. Gosto de casamento. Gosto de relacionamentos que duram a vida toda. Gosto de novelas e séries. Gosto de ver filmes em casa. Gosto de ter a minha casa para voltar todos os dias depois do trabalho. Gosto de ter dinheiro para pagar minhas contas com antecedência. Gosto de amor. Gosto de me aprofundar nas coisas. Gosto de ficar grudada em quem amo. Gosto de ter amigos de muitos anos. Gosto de viver mais de cem anos. Gosto do sim e do não. Gosto do doce e do salgado. Gosto do gelado e do quente, mas nesse caso, também gosto do meio termo - o morno.
Eu sou é consistente e detesto a idéia de sermos efêmeros.
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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Esperar que uma pessoa enxergue o que você enxerga, é atraso de vida. Mas, é muito angustiante ver a pessoa continuar agindo errado e não poder fazer nada. - Sentimentos e pensamentos, por favor, me deixem viver em paz! E que o tempo se encarregue do resto..... .